Expressão: Livre | 05 de novembro

A retirada dos radares das rodovias federais: Qual o real prejuízo?

Para a série "Expressão: Livre", a aluna Marcela Dourado Borges discorre sobre a retirada dos radares das rodovias federais.
por Marcela Dourado Borges
Hoje é dia de “Expressão: Livre”, onde alunos do Expovest utilizam este espaço para mostrar um pouco de seu conhecimento e expor suas opiniões sobre temas que estão em alta pelo mundo.
 

A retirada dos radares das rodovias federais: Qual o real prejuízo?


Uma ordem preferida pelo presidente Jair Bolsonaro no Diário Oficial da União, dia 15 de agosto desse ano, gerou alguns questionamentos por parte da população acadêmica. A medida visava a retirada dos radares móveis em rodovias federais, e já foi posta em prática pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os argumentos para tal decisão, segundo o governante, eram baseados na "utilização meramente arrecadatória" do dispositivo, gerando multas desnecessárias e com valores abusivos. 

Os radares móveis, diferentemente dos fixos - que medem a velocidade de um veículo apenas em um trecho específico-, são capazes de atuar de forma mais eficaz e inteligente na fiscalização das estradas, por fazer um monitoramento a longas distâncias. A necessidade desses aparatos na segurança do trânsito brasileiro é essencial, desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda baixas velocidades na prevenção de acidentes. 

O especialista na área, Celso Mariano, confirma que a diminuição da fiscalização eletrônica estimula os motoristas a burlarem as leis nas rodovias federais. A relação entre altas velocidades e mortes no trânsito é comprovada pelo respeitado órgão norte-americano de pesquisa, Insurance Institute for Highway Safety. O estudo mostrou que a cada 8 km/h além do permitido por lei, há um aumento de 8% do risco de acidentes fatais.

A PRF informou que, em 2018, mais de 7,3 milhões de condutores foram autuados nas vias federais. Tais infrações se refletem na enorme quantidade de multas, que arrecadam grandes quantias anualmente. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), indicado pela Lei 9.503, o valor das multas deve ser investido na sinalização, manutenção e melhoras no tráfego. A aplicação desse dinheiro e os valores exatos são facilmente encontrados no site do Detran, que é obrigado pela Legislação a atualizar os dados frequentemente. 5% do valor total é direcionado a Fundação de Segurança e Educação do Trânsito (Funset), que possui um portal de transparência sobre sua política de atuação. 

Dessa forma, a decisão tomada pelas autoridades federais se mostra equivocada cientificamente quanto à suas razões, e pode gerar impactos reais nos índices de mortalidade das estradas brasileiras.
 

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